Alianças de grupos nortearam a abstenção de João de Deus

Onofre Garcia

A decisão do suplente de vereador em Caldas Novas, João de Deus em se abster de votar na sessão de julgamento do atual prefeito Evandro Magal, ocorrida no último dia 08 de julho, não foi um ato somente de covardia e omissão, mas de interesses de um grupo político, visando as eleições para prefeito da Capital das Águas Quentes, nesse caso, o grupo do pré-candidato Kléber Marra. A postura do suplente, figura até então desconhecida e inexpressiva na política local, além de garantir a continuidade de Evandro Magal no cargo de prefeito, também deixou claro que tudo estava orquestrado para carimbar a aliança entre os dois grupos.

Todos os acontecimentos durante a sessão extraordinária, com as conversas de pé-de-orelha e acordos firmadas nos corredores e outros locais mais discretos, o resultado da votação já estava devidamente montado por líderes de ambos os grupos políticos. Todas as evidências apontam que após o resultado da votação, mantendo o prefeito no cargo com a abstenção negociada do suplente de Andrei Rocha, o grupo de Magal tem a partir de agora o compromisso de apoiar o empresário Kléber Marra nas eleições de 15 de novembro. Importante lembrar que João de Deus apoia Kléber Marra.

Em relação aos cinco vereadores que votaram pela permanência de Magal no cargo, Wanderson Nunes, Ronan Maia, Otaviano da Cruz, Hudson Godói e Saulo Inácio, ficou demonstrado que nenhuma deles cumpriu o papel de legislador, representando com dignidade a vontade do povo de Caldas Novas. O grupo avalizou a corrupção que vem sendo praticada na administração da cidade e isso é sério, sendo assim o cidadão caldasnovense deve avaliar bem esses nomes na hora de votar.

Nesse momento é importante ressaltar que o vereador Silio Junqueira-PRTB, relator da Comissão Processante desempenhou com justiça, honestidade e transparência a função que lhe confiada. Hoje Silio Junqueira vive com a sensação do dever cumprido e bastante aliviado por ter se desligado do grupo de Kléber Marra, justamente porque nunca navegaria por águas turbulentas e na obscuridade da política local, onde se cultiva a corrupção, velhas práticas rasteiras e nocivas ao povo de Caldas Novas.